Insecta shoes: estilosos, ecológicos e veganos!

Já ouviu falar sobre a Insecta Shoes? Uma marca de sapatos que surgiu em 2014, em Porto Alegre, e é simplesmente inspiradora em todos os sentidos! Além de fabricarem sapatos com uma dose generosa de estilo único, a empresa cuida de todos os detalhes em sua cadeia de processo para respeitar o meio ambiente e pessoas envolvidas.

Sapatos ecológicos e veganos!

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Todas as peças são produzidas no Brasil com mão de obra regularizada. Os solados são feitos com garrafas de plástico recicladas e cada coleção é pensada mensalmente de acordo com os tecidos e estampas encontrados em roupas antigas que ganharão um novo sentido, mudando o velho mood para dar cor aos nossos pés, sem seguir a moda, mas mantendo um conceito super atual.

A maioria dos modelos são unissex com preços entre R$259 e R$279. As opções de sapatos que originalmente saíram do guarda-roupa masculino e ganharam novas versões para invadirem também o visual das mulheres são muitas, como é o caso das botas e oxford. Eu particularmente adoro! E se você também se identifica com esse estilo, pode se preparar porque a Insecta é um prato cheio!

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Mas todo esse conceito vai um pouco mais além! A preocupação com a sustentabilidade não acaba por aí e a pesquisa por alternativas cada vez mais responsáveis é constante, como o uso da bicicleta para que os sapatos cheguem até os clientes de Porto Alegre, a reutilização de móveis no escritório da empresa e até mesmo o site, onde são calculados os acessos anuais para que sejam plantadas o número de árvores necessárias para neutralizar a emissão de CO2 que os servidores da Insecta emitem.

E tudo isso só atribui ainda mais charme para cada sapato, que são simplesmente lindos e quase exclusivos, já que são feitos de roupas antigas e provavelmente não terão seus tecidos reproduzidos. Olha aí, o antes e o depois. ❤

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Não é maravilhoso? Já estou ensaiando minha primeira compra na loja online, que também tem mochilas e necessaires confeccionadas em parceria com a Colibrii, outra empresa super bacana que certamente vale um outro post. 😉

Por trás do consumo

A sexta-feira passou, mas o Black Friday continua! Se tornou Black Week, e diante da crise, algumas empresas pretendem estender o evento até o mês de dezembro como estratégia para atrair/seduzir o consumidor neste fim de ano. Em meio a isso, já ouvi em muitas palestras o discurso de que hoje as marcas não vendem mais produtos, vendem sonhos (uma definição também ultrapassada), mas ainda assim que me faz questionar: que sonhos são esses?

No curso “Marketing com Significado” que começou nessa quinta-feira (26), organizado pela Euzaria, o empreendedor e facilitador carioca Eric Eustáquio exibiu o video abaixo, produzido pela Box 1824. Vale o play e 10 minutinhos para refletir.

Já parou pra pensar que cada compra que fazemos estamos concordando com tudo que existe por trás dela? O processo de produção – tenha ou não o uso de mão-de-obra escrava -, a exploração de recursos naturais, os padrões estabelecidos pela mídia, e uma série de outros fatores que compõe essa enorme cadeia, que vai desde a matéria prima até o descarte do produto quando não tem mais serventia pra nós. Somos coresponsáveis por muito mais do que enxergamos através das vitrines, smartphone, computador, televisão, revistas…!

É difícil se ater a todos os quesitos. A maioria das empresas não se importam (ou fingem se importar) e muitas delas monopolizam o mercado, nos fazendo reféns. Mas sabe aquela frase “Quem quer arruma um jeito, quem não quer arruma uma desculpa”? Pois é. Nos manter em posição de vítimas seria muito cômodo e o que a gente quer mesmo é ser protagonistas dessa história e apoiar os esforços que entendemos como éticos, certo?

Comprar é bom, mas comprar com consciência é ainda melhor. Para o bem do planeta, da nossa mente e saúde financeira. Se questione! “Eu preciso disso?”, “Por que quero comprar isso?”, “Como essa peça foi produzida?”. O segredo está aí, seja qual for a sua escolha final. Porque assim a gente começa a tirar o consumo do impulso, manipulação e reafirmação do nosso papel na sociedade (status, ego, vaidade e expectativas) para tornar algo consciênte.

E longe de mim ser hipócrita! Ainda compro produtos e em lojas que não tem como princípio tudo que admiro. Parei de comer carne há 5 anos por pesquisar sobre a forma de abate, mas ainda uso algumas bolsas e sapatos de couro e produtos testados em animais. E por mais que contar isso aqui no blog me exponha e pareça incoerente, não posso deixar de ser sincera com vocês, e compartilhar além do que seria conveniente. É um papo entre amigas.

Estou no processo. Vamos comigo?

Novidade: Não Quer? Tem Quem Queira!

Estou super empolgada com um novo projeto e precisava contar pra vocês! Eu sempre falo por aqui sobre consumo consciente, desapego e até realizei alguns eventos junto com amigas para vender o que não usávamos mais. Eu adoro todo o processo, desde de selecionar as peças, até etiquetar, organizar e vender.

desapega

Foi então que participei da terceira edição do “Não Quer? Tem Quem Queira.” a convite das idealizadoras Dani Freitas, Márcia Luz e Gabi Cruz, no domingo passado, dia 3 – quem me acompanha pelo Instagram (@amandadragone) deve ter visto o super achado que deu o que falar -, e desde então fui convocada para completar o quarteto fantástico, rs!

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Aos poucos o projeto vem ganhando forma, firmando a sua identidade, tirando os planos do papel e ampliando os horizontes! Em pouco tempo já foi pauta de conhecidos veículos de comunicação de Salvador, como o programa Upgrade de Olívia Libório e o site iBahia (veja aqui). Muita novidade ainda vem por aí e não é papo furado. Aguardem!

Enquanto isso, aproveitem pra vender peças suas através da fan page do projeto no Facebook (/projetotemquemqueira) que é comunitária e está bombando com novas curtidas e participações! 😀 Uhooo!

FACEBOOK

Basta tirar foto do produto que não quer mais e publicar na página com preço e outras descrições que achem necessárias. Sempre tem quem queira. 😉 Já foram vendidas muitas peças por lá. Curtam e participem!

O perfil no Instagram também já está no ar e vocês podem começar a seguir @tem_quem_queira para saber sobre datas dos próximos eventos, produtos que vão estar à venda no dia, fazer reservas e otras cositas más. 😉 Mas já adianto que a quarta edição vai acontecer logo, heim?! Então fica de olho que nós vamos avisar pra vocês!

Bem, inicialmente é isso mas mil ideias já estão surgindo! Vida longa ao “Tem Quem Queira.”! E o que eu quero mesmo é que vocês estejam com a gente nesse movimento, aprendendo a praticar o desapego (o projeto também envolve consultoria de como fazer isso, o que vale a pena ou não guardar, etc) e tornando o consumo algo mais sustentável e consciente!

Cafona é não repetir roupa!

Não existe nada mais cafona na moda que não repetir roupa. Para mim é o mesmo que dizer: meu dinheiro e tempo valem menos que a opinião dos outros. E vem cá… quem são esses outros com uma mentalidade tão pequena assim? Me desculpem as mulheres que se arrumam para outras mulheres, mas eu me arrumo para mim!

Estar vestida com peças que me representam é meu maior prazer, seja nova ou usada muuuitas vezes! Ou até já usada por outras pessoas. Não é segredo que eu adoro brechó e vivo garimpando peças antigas no guarda-roupas de minha mãe. Algumas chegam a ter mais de 30 anos, com carinha de 2 meses.

Adoro fazer diferentes combinações, desafiar a minha criatividade e fazer valer a pena principalmente o tempo que gastei escolhendo aquela peça e pensando se ela entraria no meu guarda-roupas de forma coordenada.

O engraçado é que muitas condenam a “amiga” que repete roupa, mas consideram celebridades como Kate Middleton e Olivia Palermo “gente como a gente” quando elas fazem isso. Qual a lógica? Porque são ricas, se repetem roupa é por opção, não porque não tem dinheiro. E se nós repetimos, é porque somos pé rapados?

LOOK OLIVIA PALERMO SHORT ONÇA

Quer mesmo saber? Quanto mais a gente observa a moda, menos temos a necessidade desenfreada de comprar. Porque passamos a entender que o valor não está na quantidade, mas na qualidade subjetiva de cada peça para o nosso estilo de vida.

Ainda mais nos dias de hoje, que somos bombardeados por informações de tudo quanto é lado – inclusive dos blogs de moda -, precisamos criar consciência quanto ao assunto e saber o limite. Aprender a nadar um pouco contra a maré de uma indústria bilionária que reinventa clássicos para torná-los o novo desejo de consumo a fim de cumprir o seu objetivo: faturar! Inclusive, sendo muitas vezes cruel com o trabalho de pequena escada que não consegue – e nem deve -, acompanha esse ritmo frenético, desenvolvido por estilistas sem patrocínio, costureiras e artesãos.

A moda não é fútil se você não quiser. Moda é autoconhecimento, é autoestima, é forma de expressão. E achar que não deve repetir roupa é careta, é cafona e vai contra um movimento desnecessário para a saúde e condições do mundo em que vivemos.

Nada mais gostoso que aprender a dar valor ao que se tem e ir aos poucos acrescentando novas peças no acervo para fazer a diferença nos próximos looks. Instigar a própria criatividade e investir antes de tudo no estilo pessoal. Pense nisso. 😉

Consumo consciente, Euzaria!

Pode parecer contradição, mas apesar de trabalhar com marketing voltado para empresas varejistas, ter um blog onde falo sobre tendências e produzir conteúdo também para o blog de moda do Salvador Shopping, quem me conhece sabe que não sou consumista. Me apaixono por roupas, sapatos, acessórios – claro! – , mas compro com um pouco mais de consciência. Nada por impulso e que não julgue oferecer um ótimo custo/benefício.

As coisas estão cada vez mais caras, os impostos aumentando e o país em crise. Não dá pra fechar os olhos também para a miséria: tem gente que literalmente morre de fome. Mas longe de mim querer sustentar o discurso hipócrita de que não vou comprar algo porque outra pessoa não tem nem o que comer. Trabalho, recebo dinheiro e posso comprar o que eu quiser e ficar feliz com isso.

Mas defendo a ideia de gastar com cautela, até porque, tudo que é demais, sobra, e quantidade não quer dizer absolutamente nada. Se vou à uma loja e fico na dúvida, não compro! Apesar de se tratar de algo material, faz parte da minha filosofia de vida: o que tem que ser meu, será. Nada que é material é insubstituível. E pra finalizar, tem um provérbio sueco que eu adoro e diz o seguinte: quem compra coisas que não precisa ou que não usa está roubando de si mesmo.

E com base em tantos pensamentos, tento ao máximo praticar um consumo consciente, para o bem de outras pessoas, do meu bolso e do meu guarda-roupas, que se livra de ficar abarrotado com coisas que não uso. Todo mês (mesmo sem comprar novas peças) confiro se tem algo que não me serve mais e então doo, separo para as irmãs ou faço um dia de brechó com as amigas! Além disso, admiro e valorizo sempre que alguma marca se dedica a desempenhar algum tipo de trabalho social.

É o caso da Euzaria T-shirts; a gota d’água que me motivou a compartilhar essa reflexão com vocês. Bem, conheci o projeto na fase inicial, no final de 2014, e acompanhando suas primeiras postagens já ficou clara a intenção de conectar pessoas incentivando pequenas boas ações e criar um elo de pertencimento, que parte sim de um ato de compra, porém de um jeitinho onde todo mundo sai ganhando: a gente, a empresa e alguém que precisa.

Assista o video pra se conectar e entender melhor a proposta da empresa:

Cada camisa que a gente compra, a marca doa outra para alguém que precisa! A primeira coleção será lançada em fevereiro, mas o movimento já começou! Enquanto isso a gente acompanha a @euzaria_ no Instagram e se deixa inspirar pelo conceito dessa nova marca para fazer o bem também. ❤ Euzaria!