Um livro Extraordinário

Se eu tivesse que definir o livro “Extraordinário” em uma só palavra, seria EMPATIA. O título, que combina perfeitamente com a obra escrita em 318 páginas por R.J. Palacio, nos leva a viajar pelo coração de cada personagem, e, literalmente, nos colocarmos no lugar do outro.

Uma história de amor, amizade, superação e amadurecimento contada a partir, e através da visão, de um menino de 10 anos chamado August Pullman. E o que Auggie tem de especial? Para ele, nada…

livro extraordinário august pullman rj palacio

É um garoto que como outros é fã de Star Wars, passa parte do tempo jogando video game, estudando e brincando com sua cachorrinha Daisy. Mas para algumas pessoas, ele é diferente, e assustador. Outras, até concordam: ele é mesmo diferente – extraordinariamente encantador!

A sensibilidade impressa na construção de cada personalidade e diálogo, é, para mim, um dos grandes presentes de Extraordinário; onde a empatia entra em cena intensamente! Onde todo o processo de aceitação e adaptação de August na nova escola é contada não apenas através do seu ponto de vista, mas com o passar das páginas, também aos olhos de quem está ao seu redor, como a irmã Via e a melhor amiga Summer.

Uma história emocionante, que toca e revela o August que existe dentro de cada um de nós, com suas dificuldades, inseguranças e receios. Um livro que nos faz experimentar a aceitação e compreensão na sua forma mais pura, através da essência de uma criança, e mostra que são as nossas diferenças, que nos fazem iguais… ❤

Todo mundo tem uma alma amiga

É tiro e queda! Quando a gente se dispõe a olhar pra dentro, iniciar um processo de autoconhecimento e se libertar de velhas prisões, parece que o universo vai lá e conspira a favor (ou contra… depende do ponto de vista, rs). O segredo é tomar consciência de que todos os desafios que aparecem em nosso dia a dia ou situações que nos afetam mais profundamente estão ali, nos dando a oportunidade de aprendermos algo novo e nos tornarmos pessoas melhores e mais pacientes.

Em compensação, no percorrer desse caminho o universo também parece arquitetar os melhores encontros! Pessoas, conversas e momentos muito especiais. E foi em um desses momentos que recebi como um presente a parábola “A Pequena Alma e o Sol”, escrito por Neale Donald Walsch.

capa a pquena alma e o sol

Essa história, inicialmente dedicada para crianças, chegou na hora certa em minha vida e despertou algo de tão importante dentro de mim que eu não podia deixar simplesmente passar… e é com esse mesmo sentimento que desejo que ela seja fonte de inspiração para vocês também. Vale cada segundinho de uma leitura simples e cheia de amor.

A Pequena Alma e o Sol

Era uma vez, em tempo nenhum, uma Pequena Alma que disse a Deus:

— Eu sei quem sou!

E Deus disse:

— Que bom! Quem és tu?

E a Pequena Alma gritou:

— Eu sou Luz

E Deus sorriu.

— É isso mesmo! — exclamou Deus. — Tu és Luz!

A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas do Reino deveriam descobrir.

— Uauu, isto é mesmo bom! — disse a Pequena Alma.

Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus (o que não é má ideia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É, e disse:

— Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?

E Deus disse:

— Quer dizer que queres ser Quem já És?

— Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! — respondeu a pequena Alma.

— Mas tu já és Luz — repetiu Deus, sorrindo outra vez.

— Sim, mas quero senti-lo! — gritou a Pequena Alma.

— Bem, acho que já era de esperar. Tu sempre foste aventureira — disse Deus com uma risada. Depois a sua expressão mudou.

— Há só uma coisa…

— O quê? — perguntou a Pequena Alma.

— Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.

— Hã? — disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.

— Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões, zilhões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria o Sol sem vocês. Não seria um sol sem uma das suas velas… e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz — eis a questão.

— Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! — disse a Pequena Alma mais animada.

Deus sorriu novamente.

— Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão — disse Deus.

— O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.

— É aquilo que tu não és — replicou Deus.

— Eu vou ter medo do escuro? — choramingou a Pequena Alma.

— Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos inventando tudo. Estamos fingindo.

— Ah! — disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor.

Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exatamente o oposto.

— É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é — disse Deus — Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, — continuou Deus — quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão. Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!

— Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? — perguntou a Pequena Alma.

— Claro! — Deus riu-se. — Claro que podes! Mas lembra-te de que “especial” não quer dizer “melhor”! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!

— Uau — disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando. — Posso ser tão especial quanto quiser!

— Sim, e podes começar agora mesmo — disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma

— Que parte de especial é que queres ser?

— Que parte de especial? — repetiu a Pequena Alma. — Não estou a perceber.

— Bem, — explicou Deus — ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso. É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial?

A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento.

— Conheço imensas maneiras de ser especial! — exclamou a Pequena Alma — É especial ser prestável. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.

— Sim! — concordou Deus — E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.

— Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! — proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. — Quero ser a parte de especial chamada “perdão”. Não é ser especial alguém que perdoa?

— Ah, sim, isso é muito especial, assegurou Deus à Pequena Alma.

— Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim — disse a Pequena Alma.

— Bom, mas há uma coisa que devias saber — disse Deus.

A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.

— O que é? — suspirou a Pequena Alma.

— Não há ninguém a quem perdoar.

— Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.

— Ninguém! — repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta.

Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados — de todo o Reino — porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer. Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar. Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.

— Então, perdoar quem? — perguntou Deus.

— Bem, isto não vai ter piada nenhuma! — resmungou a Pequena Alma — Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial. E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste. Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:

— Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te — disse a Alma Amiga.

— Vais? — a Pequena Alma animou-se. — Mas o que é que tu podes fazer?

— Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!

— Podes?

— Claro! — disse a Alma Amiga alegremente. — Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.

— Mas porquê? Porque é que farias isso? — perguntou a Pequena Alma. — Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?

— É simples — disse a Alma Amiga. — Faço-o porque te amo.

A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.

— Não fiques tão espantada — disse a Alma Amiga — tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançamos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançamos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincamos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau — fomos ambas a vítima e o vilão. Encontramo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exata e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos.

— E assim, — a Alma Amiga explicou mais um bocadinho — eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a “má” desta vez. Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.

— Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? — perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.

— Oh, havemos de pensar nalguma coisa — respondeu a Alma Amiga, piscando o olho.

Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma:

— Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?

— Sobre o quê? — perguntou a Pequena Alma.

— Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não muito boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca.

— Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! — exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar: — Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!

Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.

— O que é? — perguntou a Pequena Alma.

— O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!

— Claro que esta Alma Amiga é um anjo! — interrompeu Deus, — são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos.

E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.

— O que é que posso fazer por ti? — perguntou novamente a Pequena Alma.

— No momento em que eu te atacar e atingir, — respondeu a Alma Amiga — no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento…

— Sim? — interrompeu a Pequena Alma

— Sim?

A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.

— Lembra-te de Quem Realmente Sou.

— Oh, não me hei-de esquecer! — gritou a Pequena Alma — Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.

— Que bom, — disse a Alma Amiga — porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.

— Não vamos, não! — prometeu outra vez a Pequena Alma. — Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva — a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.

E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão. E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.

E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza — principalmente se trouxesse tristeza — a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito:

— Lembra-te sempre, — Deus aqui tinha sorrido — não te enviei senão anjos.

Li e indico “As 5 Linguagens do Amor “

Ouço muita gente dizer que não gosta de livros de autoajuda. Eu preciso admitir: são os meus preferidos. Sempre gostei de refletir, analisar comportamentos e me conhecer melhor. Não encaro como um livro que vai me dizer o que fazer, mas de repente, vai me fazer enxergar melhor o que já estava ali mas precisava de um clique pra ser percebido.

Tenho tido sorte! Os dois últimos livros de autoajuda que li foram muito bons pra mim: “A Mágica da Organização” e “As 5 Linguagens do Amor”, de Gary Chapman. E é sobre ele que gostaria de conversar com vocês. Best-seller do New York Times e indicação de três pessoas que conheço – uma delas nem gosta de livros de autoajuda. 😉

livro as 5 linguagens do amor gary chapman

Segundo o autor, cada pessoa tem um tanque de amor que, para se sentir feliz e satisfeito, precisa estar cheio! Mas, como encher esse tanque? Nem sempre a forma como expressamos amor, é a forma como o outro necessita de amor. É como tentar se comunicar com alguém que não fala o mesmo idioma que a gente: a comunicação nunca será completa, mesmo que em alguns momentos ambos consigam até estabelecer uma comunicação.

Alguns estudos afirmam que a paixão tem data de validade e costuma durar cerca de 2 anos. Depois desse tempo, os problemas começam de fato a aparecer ainda que exista amor. Mas para que as coisas continuem em harmonia, precisamos aprender qual a linguagem do nosso parceiro.

Falando assim, talvez pareça bobagem, mas enquanto eu lia o livro fui lembrando de situações que dentro de relacionamentos me deixaram felizes ou frustradas, parei pra refletir sobre mim, sobre outras pessoas, outros casais, e olha, foi simplesmente revelador e bem interessante! Sem preconceito, acho que vale a experiência. 😉

Bem, além da criação do “tanque do amor”, Gary identificou 5 padrões de necessidades básicas que cada pessoa pode ter, e que ele denomina como linguagem primária, e que precisa ser identificada para que o parceiro possa entender e praticar algumas ações que podem fazer toda a diferença no relacionamento! São elas: palavras de afirmação, tempo de qualidade, presentes, atos de serviço e toque físico.

Palavras de afirmação: expressar carinho por meio de palavras, afirmando coisas boas sobre o seu parceiro, direta e indiretamente (através dos amigos para que chegue até ele), valorizando suas características e enfatizando qualidades;

Tempo de qualidade: um tempo reservado para o casal. Não simplesmente estarem juntos, mas conversar – olho no olho -, sair para passar, programar juntos uma viagem, fazer um piquenique, ver o sol se pôr, etc;

amor casal skate tempo de qualidade

Presentes: não importa o preço! O valor do presente estará no carinho que ele representa, como uma flor, a aliança, um cartão… no simbolismo dele;

presente

Atos de serviço: atividades necessárias no dia a dia mas vão demonstrar amor e satisfazer o parceiro por meio da dedicação, atitude e compreensão. Pode ser preparar o jantar, ajudar a limpar um espaço da casa, etc. Não pelo serviço em si, mas pelo cuidado que se tem;

Toque físico: essa linguagem não está ligada necessariamente ao sexo, mas ao toque como um abraço, beijo, um carinho na nuca. Tudo isso é essencial para que a pessoa que tenha essa linguagem primária de amor sinta-se valorizado e amado.

mãos dadas

É claro que em um relacionamento todas essas linguagens precisam existir, afinal, cada uma tem seu papel e demonstra carinho, mas é justamente isso que Chapman chama de linguagem primária, porque tem sempre aquelas atitudes que encantam de um jeito diferente e são essenciais para cada um de nós; para que a gente fique com o tanque de amor cheio!

O melhor de tudo, é que ler esse livro me fez mergulhar em pensamentos e me conhecer melhor. Entender os meus anseios e até tentar resgatar os motivos que me fizeram enxergar esses atos como demonstração essencial de amor. Foi uma surpresa descobrir que tenho duas linguagens primárias: atos de serviço e qualidade de tempo!

Qual será a sua linguagem de amor primária? 😀

Aí só lendo o livro pra entender melhor, fazer o teste e descobrir. Garanto que vale a pena!

O melhor livro de estilo pessoal: “Vista Quem Você É”

Nina Garcia que me desculpe, mas para mim não existe livro prático de estilo melhor que “Vista Quem Você É” – por Cris Zanetti e Fê Resende. Sim!, as consultoras de imagem do site Oficina de Estilo. São 176 páginas de conteúdo relevante, recheado de dicas sobre cores, proporções, estampas; e o melhor: cheio de exercícios que estimulam o autoconhecimento e o desenvolvimento do estilo pessoal e também da autoestima – lema da dupla. Tudo isso em uma linguagem simples, como uma conversa com a amiga na hora do cafezinho.

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Nosso estilo não é imutável e todo grande acontecimento em nossas vidas acaba trazendo mudanças para ele também! Toda vez que eu começo a levar uma rotina de trabalho mais intensa, por exemplo, não me vejo mais em um monte de coisa que está no armário. E estou justamente nessa fase! Tudo reflete no visual, na vontade de mudar e se adequar ao novo eu. Sabe como é? Você já deve ter passado por isso um trilhão de vezes também! Mas ninguém quer/pode dar uma de Esquadrão da Moda e começar o guarda-roupa do zero, né? Mas, e se a gente trocar o termo “fazer a limpa” por “revitalização”? Chega a ser inspirador!

E é nisso e mais um pouco que as meninas batem na tecla! São detalhes e descobertas que fazem toda a diferença e mostram o por quê de cada escolha. O que é mesmo necessário para nossa rotina, sugestões para transmitir a mensagem correta e até economizar! 😉 Tirei o dia todinho para ler e colocar os exercícios em prática! Grifei partes importantes, tirei do armário o que não usava/gostava e ainda fiz uma wishlist para direcionar as próximas compras. Tudo com muita naturalidade. Os exercícios me ajudaram a definir e entender melhor as minhas necessidades de “alma e vida”. É uma mudança que acontece de dentro para fora, entende? Tudo relax.

Adorei ler e passo a indicação. “Vista Quem Você É” proporciona uma experiência única e íntima para cada pessoa, e sei que essa não será a última vez que este livro vai entrar em ação no meu guarda-roupa e vida! #ficaadica

“Moda Intuitiva” – já leu?

Cris Guerra é blogueira do Hoje Vou Assim – primeiro blog de look diário do Brasil -, e autora do livro Moda Intuitiva, lançado em agosto deste ano. Já leu?

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Em 181 páginas, Cris divide seu olhar sobre a moda de um jeito simples, que nos impulsiona a abrir mão de regras e tendências para entender que o que vestimos deve estar ligado à nossa essência, e que o processo de construção da nossa imagem deve partir do autoconhecimento, respeitando o nosso humor, estilo de vida, sentimentos e tudo mais que nos cerca.

Ela acredita em técnicas para combinar cores e misturar estampas para garantir um visual harmonioso, assim como equilibrar as proporções e valorizar a silhueta, mas acredita também que se vestir, além de uma forma de se comunicar, é uma arte, que exige observação e onde cada um deve buscar a sua forma única de se expressar.

modaintuitiva-trechoDeixar de se informar está definitivamente fora de cogitação. Mas, por outro lado, o excesso de informação pode sugestionar e tirar a sua espontaneidade. É preciso manter uma distância de segurança, ou você se perde da sua essência e vira mais um reflexo do que está lá fora. Procure munir-se de imagens e inspirações, não de regras. Tenha contato com a arte, a história do vestuário, a cultura. […] Cultive sensações, mais que opiniões e conceitos.

Em Moda Intuitiva, Cris conta um pouco da história de algumas peças, como o trench coat e a t-shirt; fala sobre mulheres que marcaram época por seu estilo e personalidade; compartilha experiências e dicas sobre organização, consumo consciente, estilo, sites e outros temas que estão ligados a esse fascinante universo que existe dentro e fora do guarda-roupa de uma mulher.

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É aquele tipo de livro que nos dá a sensação de estarmos conversando com uma melhor amiga, e isso já não me deixa dúvidas de que de vez em quando ele vai voltar para minha cabeceira. Vale a leitura! 😉

Imagens: Reprodução

A delícia de viver em dupla

“Sem dúvida alguma é muito melhor viver em dupla. Isso mesmo. Fazer o que quer que seja a dois é sempre bem mais interessante. Seja almoçar, ir à praia, ficar de bobeira em casa ou sair pra qualquer lugar. Até os programas que são feitos em silêncio ficam mais gostosos quando estamos (bem) acompanhados, como dormir ou ir ao cinema, por exemplo. Até ler um livro é mais fácil quando se sabe que no quarto ao lado (ou lá na sala) está ele (ou ela) também entretido nos seus afazeres. Claro que é possível fazer tudo isso sem companhia, mas sempre ficará a sensação de que está faltando alguma coisa. E está, sim, claro. O ser humano é essencialmente gregário e precisa sempre e sempre do outro para que seja realmente feliz.
O_Diario_de_Uma_Paixao_The_Notebook
Quando as pessoas certas se encontram, tem-se a impressão de que são como peças de quebra-cabeça. Um vai completando os espaços do outro, preenchendo as lacunas, trazendo força para quem é fraco, alegria para quem está triste, segurança para quem tem medo. Juntos, os dois se sentem muito mais preparados para enfrentar o grande jogo que é a vida. Em dupla, perde-se o temor do futuro, já que ao lado dele (ou dela) nenhum obstáculo será tão grande, nem dificuldade alguma será maior que a força que eles descobriram ter quando decidiram se unir.

Noah-Allie
Entretanto, encontrar “a” dupla não é tarefa fácil. E requer um enorme cuidado. Ser dupla é mais que ser simplesmente namorado, marido ou afins. A dupla deve ser, a um só tempo, amigo, amante, pai, irmão. Deve ser o companheiro na hora da guerra, o conselheiro no momento da dúvida, o parceiro preferido na festa. Ao lado da dupla, deve-se sentir que se tem o mundo nas mãos. Sim. Porque só quem descobre a sua verdadeira dupla multiplica qualidades, melhora os defeitos, desvenda de uma vez e para sempre as indefiníveis delícias escondidas por trás de um único verbo: amar.”
O_Diario_de_Uma_Paixao_The_Notebook_02
Esse trecho foi retirado do livro “A quem interessar possa”, da autora Gilka Maria, e as imagens do filme “O Diário de Uma Paixão” – meu preferido! Apesar de não ser um assunto que eu costumo publicar aqui, quis compartilhar com vocês, e para sempre onde eu possa ler de novo.

Não faz mal um textinho assim de vez em quando, né?